Empresas

Ambar

ADMINISTRAÇÃO PROMOVE PROCESSO
DE DESPEDIMENTO COLECTIVO
DE 32 PESSOAS

A administração da Ambar – Ideias no Papel, empresa do Porto, desencadeou um processo de despedimento colectivo abrangendo 32 trabalhadores.
A administração da Ambar pretende acabar com o seu próprio sector de logística/armazém, e que os serviços aí executados passem para outra empresa (não indicando qual), que funcionará nas mesmas instalações e utilizando o mesmo equipamento, mas com outras pessoas a substitiuir as que a Ambar pretende despedir.
Os motivos invocados para despedir referem perdas no nível do volume de vendas em Portugal e Espanha e prejuízos nos últimos anos. Na parte dos prejuízos não corresponde à verdade, uma vez que em 2007 e 2008, no conjunto teve um resultado positivo (lucro) da ordem dos quatro milhões de euros. Desconhece-se o resultado de 2009.
Há mais duma década que a Ambar vem reduzindo substancialmente o número de pessoas ao seu serviço, utilizando o despedimento pelo alegado “mútuo acordo”. Em 2000, a Ambar tinha 722 pessoas ao seu serviço. Em 2004, já só trabalhavam para a Ambar, 540 pessoas. Em Outubro de 2009, tinha 296 pessoas. Acabou com mais de 400 postos de trabalho em dez anos.
Face à redução acentuada do número de trabalhadores nos últimos anos, não deixa de ser incompreensível mais este despedimento colectivo, tudo levando a crer que os responsáveis pela gestão e administração da Ambar, em vez de outras medidas alternativas, continuam a seguir o caminho (talvez mais fácil) de despedir, que nada resolveu e que a prosseguir, corre o risco de fazer desaparecer a empresa.
A lógica de fazer sempre pagar aos trabalhadores, os objectivos patronais não alcançados, faz também com que a administração da Ambar na revisão do contrato colectivo, que apesar de resistências efectuadas teve que aplicar, reclassificou os trabalhadores em categorias e escalões de modo a evitar aumentos de salários e a manter os mesmos congelados como o vem fazendo há alguns anos.
Vai contestar-se o despedimento e reclamar-se correcção de reclassificação profissional e salarial.

COPIDOURO

INADMISSÍVEL HOSTILIDADE PATRONAL

Desde o final de 2008 que os trabalhadores da Copidouro iniciaram a sua organização sindical.

A Copidouro é uma empresa que presta serviços de fotografia, reprodução, impressão digital, com estabelecimentos em vários centros comerciais, nomeadamente no grande Porto.

Desde meados de 2009 que existe intervenção sindical para que a lei seja respeitada e para melhorar condições de vida e de trabalho, nomeadamente para que o salário seja pago pontualmente, que o subsídio de alimentação seja igual, pela aplicação de contrato colectivo mais adequado à sua actividade e mais favorável aos trabalhadores.

A administração da Copidouro em vez de aceitar o diálogo que lhe foi proposto, tem recorrido a uma inadmissível e antidemocrática hostilidade patronal, prejudicando e procurando atingir o representante sindical na empresa, com processos disciplinares sem fundamento, diminuição da retribuição e outros actos que ferem a dignidade de qualquer cidadão.

A administração da Copidouro mais do que campanhas contra o dirigente e a organização sindical, devia cumprir leis e respeitar direitos dos seus trabalhadores, começando nomeadamente por pagar o salário pontualmente.

COLEP

GREVE NA IMPRESSÃO
DA COLEP, EM VALE DE CAMBRA

Os trabalhadores do sector de impressão gráfica da Colep Portugal (Lordelo, Vila Chã, Vale de Cambra), vão realizar uma greve desde as seis horas do dia 17, às seis horas do dia 19 de Maio.
A greve realiza-se na defesa de direitos e demonstrando o seu protesto e descontentamento face à posição da administração da empresa de impor uma alteração de horário de trabalho e dos dias de descanso sem o acordo dos trabalhadores, penalizando-os e provocando-lhes prejuízos.
A maioria dos trabalhadores pratica um horário de três turnos rotativos há mais de vinte anos, com descanso semanal ao sábado e domingo.
Sem o acordo dos trabalhadores a administração da empresa quer acabar com o descanso semanal ao sábado e domingo, devido a laboração contínua, para a qual a empresa deve encontrar soluções que respeitem direitos e opções dos trabalhadores, não os penalizando na sua vida pessoal e familiar.
Tal não tem sido o posicionamento dos responsáveis da empresa, que para além da imposição unilateral, intimidam com procedimentos disciplinares, tendo já procedido ao despedimento dum trabalhador que não aceitou uma alteração de horário por motivos de saúde e familares.
A Colep Portugal, é uma grande empresa de fabricação de embalagens metálicas ligeiras, no concelho de Vale de Cambra, que tem ao seu serviço mais de 900 pessoas.

 

SEDA IBÉRICA

LUTA CONSEGUE AUMENTO SALARIAL

A administração da Seda Ibérica (Seda International Packaging Group), em Loures, pretendia congelar os salários. Os trabalhadores opuseram-se e decidiram realizar greves no mês de Março.
Com a luta realizada, com determinação e coragem, os trabalhadores conseguiram conquistar 1,5% de aumento salarial.

 

Natural (Viseu)

GERÊNCIA RESPONDE COM 5/6 EUROS (1%)
A PROPOSTA DE 25 EUROS
Foi apresentada proposta sindical de 25,00 euros de aumento no mínimo para cada trabalhador, à gerência da Natural (ex. Luis de Oliveira Santos), empresa de fabricação e transformação de papel, de Viseu, com 91 trabalhadores.
Em reunião realizada a 28 de Janeiro, a gerência embora considerasse a proposta sindical com lógica, informou que não aceitava a proposta e que ía aplicar uma actualização de salários em Janeiro, da ordem de 1%, o que corresponde a um aumento de 5 a 6 euros para a maioria dos trabalhadores.
1% da actualização salarial corresponderá a um encargo anual da ordem de 20 mil euros, que distribuído de forma igual daria 12,00 euros de aumento. A gerência da empresa recusou essa sugestão.
Um aumento de 5 a 6 euros por mês, quando no ano passado, a empresa congelou salários, é pouco e muito injusto. É natural que exista descontentamento e vontade de protestar. Vai ser organizada reunião de trabalhadores para apreciar a situação.

ANTALIS PORTUGAL

ADMINISTRAÇÃO FOGE AOS 25 EUROS

Em reunião de trabalhadores foi decidido apresentar à administração da empresa uma proposta, para que o aumento salarial em 2010, fosse no mínimo de 25 euros, para cada trabalhador.
A empresa respondeu com actualização de 1%, que distribuída de forma igual corresponderia a 12,50 euros a cada trabalhador. A empresa não correspondeu. Insiste-se na realização de reunião com os responsáveis da empresa.

 

 

Prodimprensa/Diário de Coimbra 
explorar...explorar...explorar...
Há vários anos que não actualiza salários. Apresentou-se proposta para aumento salarial. Os responsáveis da empresa fogem a reunir com os representantes dos trabalhadores (onde está o diálogo social).E até segundo o seu advogado não têm nada que falar, ou não querem falar, como afirmou na reunião para que a empresa foi convocada no Ministério do Trabalho.
Dizem que não negoceiam, porque a associação patronal que lideram é que negoceia ... Mas esta não negoceia boicota... e recusou uma mediação do Ministério do Trabalho.
Tudo isto misturado com salários baixos, recibos verdes, trabalho extraordinário indevidamente pago, perseguição e despedimento de representantes dos trabalhadores... etc., é uma realidade triste de exploração das pessoas em Portugal, no século XXI, que vamos continuar a combater.

  Portucel Embalagem (Gescartão)   

INSPECÇÂO DE TRABALHO LEVANTA AUTO À EMPRESA
POR ESTA ACABAR COM O INTERVALO PARA DESCANSO/REFEIÇÃO 
E NÃO PAGAR OS 6% POR TAL DEVIDOS                                                       
 
Após manobras  de pressão e intimidação desenvolvidas nas unidades fabris de Marrazes/Leiria e Guilhabreu/Vila do Conde, a empresa acabou o intervalo para descanso nos horários de turnos e não paga os 6% por tal devidos e estabelecidos no acordo de empresa.

Foi requerida a intervenção das unidades locais da Inspecção de Trabalho (ACT), que confirmando primeiro a ilegalidade, e notificando mesmo a empresa para o pagamento, veio depois a hesitar e a não intervir, demonstrando uma vez mais a sua falta de eficácia e morosidade, contribuindo para o clima de impunidade patronal.  Tal motivos recurso para o Inspector Geral do Trabalho.

Oito meses depois o Inspector Geral do Trabalho deu razão ao recurso sindical e a Inspecção de Trabalho do Porto já foi obrigada a actuar, levantando auto de notícia na unidade fabril de Guilhabreu, Vila do Conde, que envolve o peródo de Janeiro de 2007 a Maio de 2009, com o apuramento de 95.724 euros de dívida aos trabalhadores e uma multa que pode ir de 33 mil a 82 mil euros. Deverá verificar-se intervenção da Inspecção nas unidades fabris de Marrazes, Leiria e Albarraque, Sintra. A empresa deverá arrastar o processo para tribunal.  

 

Portucel Viana

SENTENÇA DO TRIBUNAL
DÁ RAZÃO AOS TRABALHADORES
NA LUTA PELO COMPLEMENTO DE REFORMA

Por sentenças que chegaram a meio do mês de Novembro, o Tribunal de Trabalho de Viana condenou a Portucel Viana a pagar o complemento de reforma, a trabalhadores que passaram à situação de reforma a partir de 2007 e que reclamaram em acções judiciais individuais.
A sentença decide que esse pagamento do complemento de reforma deve ter lugar desde a data em que se verificou a reforma, sem prejuízo da sua actualização de acordo com as tabelas salariais em vigor, e juros de mora sobre as quantias vencidas até ao seu integral pagamento. A sentença afirma igualmente que no mês de Novembro de cada ano, devem ser pagos dois complementos.
A sentença considera que as alterações ao contrato constitutivo do fundo de pensões de Julho de 2007, não são aplicáveis aos trabalhadores, porque a empresa não podia proceder unilateralmente à alteração do regime de regalias sociais vigente na empresa.
Diz ainda a sentença, que o complemento de reforma faz parte da relação de trabalho e do contrato individual de trabalho, não podendo a empresa eliminá-lo ou alterá-lo, sem o consentimento dos trabalhadores.
Deste importante resultado da luta dos trabalhadores pelo complemento de reforma, a administração da empresa recorreu.
No entanto, tal não altera este facto positivo e uma importante batalha vencida. E, ao mesmo tempo é um incentivo para mais e melhor organização dos trabalhadores, para lutar por este e outros direitos e por justas reivindicações. Porque quem luta, pode não ganhar. Mas quem não luta, perde sempre.

EMPRESA TAMBÉM CONDENADA
A PAGAR COIMA DE 44.891 EUROS
POR CORTE ILEGAL DE PRÉMIO 
A TRABALHADORES QUE ADERIRAM À GREVE


Por sentença do dia 29 de Julho, o Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, condenou a Portucel Viana no pagamento de coima de 44.891 euros, e mais as quantias em dívida a 112 trabalhadores, no valor de 12.507 euros e à Segurança Social de 4.346 euros, por a empresa ter cortado o prémio de resultados (retribuição variável) a trabalhadores que aderiram às greves em 2007, na sua luta em defesa do complemento de reforma.
A sentença confirma o protesto e a reclamação sindical efectuada logo na altura à administração e responsáveis da Portucel Viana, pela sua actuação repressiva patronal contra a greve, a que se associaram outros actos do mesmo cariz, como a chamada e intervenção da GNR e a substituição de trabalhadores em greve. Também foi requerida intervenção da Inspecção de Trabalho.
A sentença considera que a Portucel Viana, ao retirar o prémio aos trabalhadores que aderem à greve, “estabelece um entrave inadmissível, um constrangimento ilegítimo, ao exercício de um direito constitucional”.
Diz, ainda, a sentença que “a única consequência pelo exercício do direito à greve, consiste na perda da retribuição”, e “nenhuma outra consequência pode advir para o trabalhador pela circunstância de ter aderido a uma greve”.
Após insistência sindical, a Inspecção do Trabalho/ACT de Viana do Castelo, levantou auto de notícia a meio de 2008 que, face à contestação da empresa, entrou em Novembro de 2008 no tribunal, e que teve agora sentença, da qual a empresa como era de prever recorreu, atrasando ainda mais a justiça a que os trabalhadores têm direito

 
   
                   Política de Privacidade e Segurança     Adicionar aos Favoritos    Sugerir este Site