Situação Social e Laboral

SALÁRIOS MÍNIMOS
NA EUROPA

Em 2009, os salários mínimos nacionais na Europa são os seguintes:

   1 - Luxemburgo ---------------------------------------------1.642 euros

   2 - Irlanda ----------------------------------------------------- 1.462    "

   3 - Bélgica ---------------------------------------------------- 1.387    "

   4 - Holanda --------------------------------------------------- 1.382    "

   5 - França ----------------------------------------------------- 1.321    "

   6 - Inglaterra ------------------------------------------------ 1.010    "

   7 - Espanha --------------------------------------------------   728    "

   8 - Grécia -----------------------------------------------------   681    "

   9 - Malta -------------------------------------------------------   630     "

   10 - Eslovénia -----------------------------------------------  589      "

   11 - Portugal -----------------------------------------------    450     "

   12 - República Checa ------------------------------------   306     "

   13 - Eslováquia --------------------------------------------   296     "

   14 - Polónia -------------------------------------------------   281     "

   15 - Estónia --------------------------------------------------   278     "

   16 - Hungria -------------------------------------------------   270     "

   17 - Letónia -------------------------------------------------   254     "

   18 - Lituãnia ------------------------------------------------   232     "

   19 - Roménia -----------------------------------------------  153      "

   20 - Bulgária ------------------------------------------------  123     "

 Refira-se que na Turquia o salário mínimo é de 319 euros.

E que nos cinco países europeus com salário mínimo mais elevado, encontram-se a Irlanda, Holanda e frança, onde o trabalho da União Europeia foi rejeitado em referendo quando deram oportunidade aos povos de se pronunciarem.

 

RECLAMAR MELHORES SALÁRIOS
PARA SAIR DA POBREZA

Cerca de 151 mil pessoas não ganhavam mais do que 310 euros líquidos por mês, em 2007, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística. Em Portugal, metade dos trabalhadores ganha menos 600 euros por mês, diz o «Jornal de Notícias».

Em Portugal, para se ser oficialmente pobre, não se pode ganhar mais do que 370 euros, mas quem gere a vida com o salário mínimo (426 euros), ou pouco mais, não se considera propriamente da classe média. E, o salário líquido de quase metade dos trabalhadores por conta de outrem não passa dos 600 euros.

Em 2004, mais de metade (52%) dos trabalhadores por conta de outrem tinha um ordenado líquido até 600 euros; no final do ano passado, eram 46%.

Contudo, as subidas recentes de preços (da alimentação e dos combustíveis, em particular) «está a afectar toda a gente, mas sobretudo os mais pobres», lembrou Agostinho Jardim Moreira, presidente em Portugal da Rede Europeia Anti-Pobreza, que encontra os casos mais graves na região Norte, mas sente que Setúbal e o Algarve começam a ver a pobreza crescer.

Tanto no Norte como nos Açores, quase seis em cada dez trabalhadores empregados ganha até 600 euros. Enquanto em Lisboa, não chega a três em cada dez.

 

O CAPITALISMO NÃO RESOLVE ...

925 milhões
a passar fome

O número de pessoas que passam fome no mundo passou, em 2007, de 850 para 925 milhões. Estes números segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, ocorrem em virtude do aumento dos preços alimentares que, em 2006, subiram 12 por cento; em 2007, 24 por cento; e, nos primeiros sete meses de 2008, 50 por cento.

Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o facto de em 2006 terem morrido cerca de um milhão de pessoas vítimas de paludismo. «Estima-se em 247 milhões o número de episódios de paludismo, numa população de risco [de contrair a doença] de 3,3 mil milhões de pessoas, causando cerca de um milhão de mortos, a maioria crianças com menos de cinco anos», refere a OMS, no seu relatório anual sobre o paludismo.

 PARA NÃO SEREM SEMPRE OS MESMOS
A PAGAR A “CRISE”
É URGENTE OUTRA POLÍTICA

Não é possível disfarçar mais a grande dimensão da crise económica e financeira do capitalismo, desencadeada nos Estados Unidos e que está a afectar o mundo.

A crise que rebentou nos sectores e interesses americanos ligados a empréstimos e hipotecas de habitação, deixando sem casa milhões de norte-americanos e atingindo a grande banca e a rede de interesses, que liga os grandes grupos financeiros dos Estados Unidos aos seus parceiros da Europa e Ásia.

Após algumas aflições, a solução prometida pelo presidente Bush, de 700 mil milhões de dólares, a pagar por contribuintes/trabalhadores, acabou por ser aprovada, embora tal não evitasse, que o ar de pânico prevaleça nas bolsas.

Os que se recusavam a nacionalizar os lucros de bancos e maiores empresas, para permitir uma melhor distribuição da riqueza, recorrem agora à nacionalização de bancos com prejuízos, embora sem responsabilizar e punir responsáveis e administradores, que sacaram milhões e sem confiscar patrimónios e outros bens.

Os efeitos desta crise, com mais ou menos soluções, não anunciam de facto, nada de bom.

E os capitalistas, grupos económicos e financeiros, e os governos que lhes são afectos, vão tentar encontrar resposta à “crise”, transferindo os seus efeitos negativos para os trabalhadores e o povo, que são quem já pagou e paga os seus escandalosos lucros.

Em Portugal, os trabalhadores e a população em geral, há anos que não vêem contrapartidas nem sequer resultados pelos sacrifícios feitos. Pelo contrário, agravam-se as desigualdades, é brutal a injustiça na distribuição dos rendimentos e da riqueza.

Tem que ser interrompida a política que em Portugal, nos últimos trinta anos, tudo atrela aos interesses do grande capital.

Para não serem sempre os mesmos a pagar as “crises”, é urgente e é possível outra política.

UM MUNDO DE DESEMPREGADOS

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de desempregados aumentou em 2006 atingindo o valor recorde de 195,2 mil milhões de pessoas. Destes, a maioria tem idade compreendida entre os 15 e os 24 anos, sendo que as mulheres continuam a contribuir mais para os números trágicos de quem não tem trabalho.
Do ponto de vista regional, o Norte de África e o Médio Oriente são as regiões mais deprimidas quando comparadas com o espaço da UE e da Ásia Oriental.
A OIT alerta ainda para o facto de 1,37 mil milhões de trabalhadores sobreviverem com menos que dois dólares por dia, situação que os coloca abaixo do limiar de pobreza.


a pobreza

É consequência do desemprego, do trabalho precário, dos baixos salários, das baixíssimas reformas e da injusta distribuição da riqueza.
A POBREZA TEM RESPONSÁVEIS,
e nos últimos trinta anos, têm sido a política de direita dos sucessivos governos (PS,PSD,CDS), com particular destaque na destruição do aparelho produtivo e na criação de desemprego, como aconteceu na agricultura, nas pescas, nas indústrias naval, têxtil, vestuário, calçado, metalúrgica, eléctrica, conserveira e na fabricação de papel e na indústria gráfica.
OS RICOS ESTÃO MAIS RICOS...
Entre 2006 e 2007, as 100 maiores fortunas cresceram 35,8%. Os 20% mais ricos têm 8,2 vezes mais rendimento que os 20% mais pobres. 20% dos portugueses são pobres. 200 mil portugueses passam fome.
Entre 2003 e 2006 os lucros das 500 maiores empresas não financeiras, aumentaram 150%. Em 2006 a banca, mais Galp, EDP, PT e Sonae, tiveram 5,3 mil milhões de euros de lucro. Em 2007, continuaram a subir.
PROPOSTAS PARA COMBATER A POBREZA
O crescimento real dos salários. Combate ao desemprego e à precariedade. Actualização de pensões e prestações sociais. Revisão das normas gravosas do Código do Trabalho. Fim da caducidade e promoção da contratação colectiva. Maior justiça fiscal. Investimento na Educação. Direito à Saúde. Acesso e eficácia na justiça. Igualdade no trabalho e combate às discriminações.

 

 

 
   
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